História

Remonta já ao século XVI o ensino da leitura e da escrita, na Madeira. Efetivamente, das constituições do Bispado do Funchal promulgadas pelo Bispo D. Jerónimo Barreto, em 4 de maio de 1579 as pessoas que exerciam esse mister, eram obrigadas também a ensinar a doutrina cristã pela cartilha impressa e nas escolas não podiam servir-se senão de “papeis e livros de boa doutrina aproveitáveis aos bons costumes das crianças”.

A instrução primária era clerical. E é precisamente da igreja, em 1822 que se ergue a voz do Padre Freitas Branco, pároco de São Jorge, para clamar a instalação de uma escola nesta freguesia, facto que se concretiza em 1856.

“Decreto (pelo Ministério do Reino – Diário do Governo n.º 129) creando no districto do Funchal 12 cadeiras de instrução primaria para o sexo masculino e 8 para o feminino.”

O ensino em São Jorge foi ministrado ao longo dos tempos, em diversos Edifícios. O primeiro registo nesse âmbito, é a Carta de Sua Eminência, o Cardeal D. Teodósio de Gouveia, dirigida ao seu sobrinho, Dr. Leonel Mendonça, aquando das comemorações do centenário da escola pública em São Jorge, publicada no Diário de Notícias da Madeira do dia 7 de maio de 1956.

Posteriormente, a escola funcionou em vários Edifícios distribuídos por alguns sítios da freguesia, em regime duplo e normal.

A rede escolar de São Jorge, em 1969, era composta pelas escolas de Achada de António Teixeira, Ribeira Funda, Fajã Alta, Achada do Marques e Ilha.

A 15 de abril de 1989, pelo Decreto Legislativo Regional n.º 11/89/M, o sítio da Ilha passa a ser freguesia, e deixam de pertencer à rede escolar de São Jorge, as escolas da Ilha e da Achada do Marques.

Em 1995-1996 surgiu na RAM o regime ETI (Escola a Tempo Inteiro) que em São Jorge leva à fusão das escolas então existentes: Ribeira Funda, Fajã Alta e Achada de António Teixeira passando a designar-se por EB1/PE de São Jorge.

Em 2006, fez-se o redimensionamento do edifício passando a chamar-se EB1/PE/C de São Jorge.

Em 2015 dá-se uma outra fusão e a então EB1/PE/C de São Jorge passa a integrar todos os alunos e crianças da freguesia do Arco de São Jorge.

Em agosto de 2024, dá-se a fusão de todas as escolas do concelho de Santana com a EBS Bispo D. Manuel Ferreira Cabral (Portaria n.º 332/2024, de 22/08 – pág. 4).

Como resultado desta fusão, passámos a ser designados como Edifício de São Jorge, integrado na escola da sede de concelho que ao incluir todos os edifícios, passou a designar-se Escola Básica e Secundária com Pré-escolar e Creche Bispo D. Manuel Ferreira Cabral.

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