História da Oficina de Aprendizagem
A Sala de Estudo desta escola surgiu para dar resposta a uma lacuna existente no meio discente (2.º e 3.º ciclo) no que concerne aos métodos de trabalho e de estudo e estratégias de aprendizagem. Assim, no ano de 1998 foi apresentada uma proposta em Conselho Pedagógico, por parte da professora Elsa Baptista. A citada proposta apresentava como objetivos prioritários:
- Apoiar e facilitar a organização do trabalho (aprender a aprender/ desenvolver técnicas de estudo);
- Orientar os alunos nas dificuldades diagnosticadas;
- Sugerir atividades alternativas de remediação e compensação;
- Aprendizagens básicas transdisciplinares ou transversais (investigar/ utilizar o manual…);
Apoiar e orientar comportamentos e atitudes (autonomia/ comportamento/ responsabilização/ relação). À Sala de Estudo foi atribuído o nome de “Oficina de Aprendizagem”, pois este desdramatiza a imagem associada pelos alunos a “sala” e a “estudo”, palavras non gratas. Ao longo do ano letivo 1998/99 a Oficina de Aprendizagem funcionou mediante propostas apresentadas pelos professores e por um regime de voluntariado.
Durante os primeiros meses foram criados instrumentos de trabalho, nomeadamente um Regulamento Interno Próprio, Fichas de Diagnóstico, Fichas de Levantamento de Dados, Fichas de Justificação de Faltas, Fichas de Percurso, Dossiers com fichas de trabalho com material específico para cada disciplina e nível de ensino (com auto correcção), selecção de manuais, etc. Estes materiais foram criados com o intuito de obter uma boa organização interna essencialmente das aprendizagens dos alunos. A sala foi também equipada com material audiovisual (computadores, televisão, aparelho de C.D., retroprojetor, projetor de slides, material de uso corrente, etc.).
Neste primeiro ano de funcionamento da oficina o balanço foi positivo na medida em que os alunos propostos e voluntários demonstraram interesse e empenho nas atividades, uma vez que se depararam com uma situação inovadora em termos de aprendizagem. A Oficina de Aprendizagem funcionou nestes moldes até o ano 2002/ 2003, quando foram introduzidas algumas alterações com o objetivo de tornar este espaço mais apelativo e acolhedor. Para tal, paralelamente à componente de estudo criou-se uma componente lúdica.
Devido à grande afluência de alunos e dado que estas duas componentes funcionavam em simultâneo no mesmo espaço, para o ano letivo 2003/2004 decidiu-se fazer a grande aposta na componente de estudo. Esta sala conta presentemente com uma equipa de professores com perfil específico para este género de atividades, o que associado à divulgação abrangente feita junto dos alunos e encarregados de educação, no início do ano letivo, revelou-se bastante frutífera, atingindo números nunca antes vistos.
De salientar ainda que nas instalações da Oficina está a ser feito um trabalho de apoio aos Luso Descendentes, por dois elementos da equipa, em articulação com o Núcleo de Apoio Educativo. Este trabalho contempla horas de Apoio para a aprendizagem da língua portuguesa e horas de encaminhamento/ inserção social destes alunos.
Regimento da Oficina de Aprendizagem
A – ACESSO
A Oficina de Aprendizagem funciona nas horas previstas no horário afixado à entrada das suas instalações;
A frequência da Sala está disponível a todos os alunos em regime de voluntariado.
B – METODOLOGIA
As tarefas a realizar poderão ser combinadas entre alunos e professor;
As atividades da Oficina de Aprendizagem são específicas, não podendo ser transformadas em APAs nem em aulas convencionais;
Nas tarefas a realizar, terão prioridade aquelas que envolvam metodologias ativas, (que depreendem uma elevada componente prática sem grandes níveis de abstração), contemplando pedagogias diferenciadas, diversificadas e compensatórias, tendo em vista uma maior autonomia por parte dos alunos.
C – ATUAÇÃO DOS PROFESSORES
O professor deverá, sempre que possível, explicar aos alunos as vantagens de uma dada técnica ou metodologia de estudo, tornando-os conscientes da existência de diferentes técnicas e da sua eficácia em relação a diferentes conteúdos;
O professor encarregado da Oficina poderá propor atividades, nomeadamente a realização de fichas, do “banco de fichas”, ou outras atividades, de acordo com as necessidades dos alunos;
O professor terá por obrigação sumariar as atividades realizadas com os alunos (Place), comunicar atempadamente ao Coordenador/ Diretor de Turma situações anómalas relativas ao comportamento e empenhamento dos alunos, bem como sobre dificuldades peculiares que tenha observado ou sobre outros aspetos que considere relevantes, existindo fichas próprias para o efeito;
No início do ano letivo e no final de cada semestre, o professor deverá comparecer às reuniões da Oficina de Aprendizagem, apresentando sugestões que considere pertinentes para melhorar a qualidade de trabalho realizado no espaço. Deverá também elaborar, anualmente, um relatório síntese das atividades desenvolvidas e entregá-lo ao Coordenador da Sala de Estudo (dentro da data prevista para tal).
D – DIREITOS E DEVERES DOS ALUNOS
Os deveres dos alunos serão exatamente os mesmos que nas aulas regulares, em termos de comportamento, aplicação e relações com os colegas e professor;
Os alunos que, devido a expulsão da sala de aula, e na sequência de medida pedagógica, por deliberação do Conselho Executivo, sejam enviados para a Oficina, devem fazer-se acompanhar de propostas de atividades específicas, a realizar neste espaço, por indicação do docente da disciplina;
Os alunos deverão trazer o material necessário para as atividades a realizar (manuais, cadernos, etc.);
Serão excluídos da frequência da Oficina os alunos que:
Perturbem o bom funcionamento da Sala de Estudo;
Se recusem a realizar as atividades propostas;
Não obedeçam às regras de utilização dos meios informáticos disponíveis (Ver F – Materiais)
E – ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO
A Oficina de Aprendizagem é constituída por um grupo de professores cujo horário contempla, parcial ou maioritariamente, horas na mesma. Este grupo corresponde à Equipa Efetiva de Trabalho da Oficina que, em conjunto com o seu Coordenador, prestará apoio e orientação neste espaço.
A Direção de Instalações é da responsabilidade do seu Coordenador.
As atividades a levar a cabo são alvo de discussão e planificação entre todos os professores que a integram e o coordenador da sala.
A seleção, elaboração de materiais e organização dos dossiês (por disciplina) para a Sala estão a cargo dos professores que aí lecionam, podendo para isto contar com o apoio dos respetivos grupos disciplinares.
F – MATERIAIS
A) REGRAS DE UTILIZAÇÃO DE MATERIAIS DE USO CORRENTE E DURADOURO
1. As necessidades em termos materiais, detetadas pelos professores em exercício de atividade na sala, deverão ser comunicadas ao respetivo Coordenador, responsável pela entrega da relação de necessidades nos Serviços Administrativos.
2. As avarias ou danos devem, igualmente, ser comunicados ao Coordenador, que tratará de contactar os técnicos da escola capazes de contornar os problemas detetados ou, no caso de necessidade de intervenção de técnicos do exterior, os Serviços administrativos;
3. Os materiais audiovisuais e informáticos pertencentes à Oficina não podem ser retirados das suas instalações, nem alterada a sua configuração ou disposição:
a) Os alunos que desrespeitem, deliberadamente, as regras específicas de utilização dos computadores afixadas na sala, e que eliminem programas de software ou perpetrem outro tipo de dano, serão responsabilizados pelas suas ações.
4. Por razões logísticas, não é permitida, neste espaço, a ligação de portáteis à tomada, se esta implicar desligar os computadores da sala.
5. Por razões éticas, não poderão ser retiradas fichas ou quaisquer outros materiais da sala sem o consentimento do professor que os produziu.
6. Os alunos só poderão requisitar material da Oficina com a devida autorização do professor, que se responsabilizará pelo mesmo;
7. Em caso de necessidade poderão ser requisitados dicionários ou outros livros da Biblioteca, sendo o professor responsável pela sua devolução, após terminar a sessão de trabalho. Em caso algum poderão tais livros ser deixados mais do que um dia na sala.
B) REGRAS DE UTILIZAÇÃO DA INTERNET
1. A utilização da Internet, por parte dos discentes, é feita sempre que se encontrem, pelo menos, dois docentes em sala, de forma a permitir, não só um acompanhamento personalizado por parte dos docentes, que fornecerão apoio aos alunos, mas também o controlo dos temas pesquisados.
1.1. A utilização da Internet fora das condições acima estabelecidas é da inteira responsabilidade do(s) docente(s) que assim o permita(m).
2. Este meio, disponível e acessível a todos, deverá ser tido em conta como mais um utensílio de trabalho e não como um meio de diversão. Posto isto, todos os programas que não correspondam a este critério (Facebook; Downloads de jogos, etc.) são estritamente proibidos na Oficina. Excetua-se a utilização de Correio eletrónico, Fórum e Chat estritamente no uso da plataforma da Oficina Virtual.
2.1. Os alunos que, devidamente informados e advertidos das regras de utilização da Internet, as infrinjam deliberadamente serão punidos. Esta punição passa por lhes ser vedado o acesso a este meio durante um mês. Se reincidirem, o Coordenador deverá ser informado, de forma a tomar providências relativamente aos mesmos.
2.2. Assim, a pesquisa deverá ter como base temas indicados pelos docentes ou temas de interesse que contribuam para uma formação íntegra dos alunos.
A informação patente neste Regimento, assim como as regras específicas de utilização dos computadores, encontrar-se-ão sempre afixadas de forma visível na sala, disponível a todos e com espaço para sugestões dos docentes e alunos.
*OBS) Tratando-se da modalidade de ensino à distância, serão observados os procedimentos definidos no Regimento da Escola existente para o efeito.
Horário 2024-2025
Consulta o horário da Oficina de Aprendizagem e aproveita para esclarecer as tuas dúvidas/dificuldades, de forma a potenciar uma melhoria das tuas aprendizagens.

Estatística 2024-2025
Formulários de apoio à Oficina de Aprendizagem/ Dossiê Digital
Registo de Frequência
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